Preciso brincar com meu gato?


Sim, é essencial estimular os felinos com brincadeiras! Confira algumas dicas para deixar a vida do gato mais animada.


Bom, eu podia responder essa pergunta com um simples SIM ou NÃO, né? Mas aí a Miriam ia começar a falar em contratar alguém que fosse mais simpático, mais paciente e blá, blá, blá, e como eu resolvi que esse blog é meu e ninguém tasca, vou fazer um esforço pra ser beeeemmm explicativa e no fim vai ter até as muy preciosas diquinhas da Ayla!


Olha só, Miriam, como eu sei ser didática! Observe e aprenda! Humanos queridinhos, esse papo de que ter gato é melhor do que ter cachorro porque eles são mais independentes e não demandam tanto de você só vai até o capítulo dos passeios diários na rua, ok? Dito isso, vamos deixar bem claro que SIM!!! SEU GATO PRECISA BRINCAR! Quem tá gritando aqui, Miriam? Só estou sendo um pouco mais enfática.


Acontece, minha gente, que fora eu, que assumi mil responsabilidades e tenho que dar conta de um flat, dois humanos, vários gatos e alguns cachorros (onde é que eu estava com a cabeça?), os outros felinos do mundo precisam ter seu instinto de caça estimulado para, dessa forma, exercitar-se, gastar energia, manter-se em forma e evitar o tédio que pode ser considerado uma doença para um felino. Além disso, brincadeiras socializam, e vão ajudar seu gato a interagir e aceitar as pessoas da casa e os outros animais também.


Foto Rafael Dranoff

Quando o gato não brinca


Tenho certeza de que você já ouviu algum tutor dizer por aí “A Fifi é uma fofa, não dá trabalho nenhum. Só come e dorme”. Pois amigo, avisa aí que a Fifí está com os dias contados... Sim, to falando muito sério. Duas coisas podem acontecer quando seu gato não brinca, e as duas coisas, no mínimo, significam gastos financeiros pra você. Ué, Miriam, tô sempre ouvindo aqui que dinheiro não dá em árvore!


  1. Gatos não passeiam como os cães, então, um bichano ocioso vai engordar, e isso mais cedo ou mais tarde vai trazer problemas articulares e de coluna por causa do excesso de peso. Além disso, sem entretenimento (não, Netflix não serve) seu felino vai ficar entediado, e diferente do que você possa pensar (às vezes tenho dúvidas se humanos pensam mesmo, Miriam...), o tédio é motivo de stress para os felinos, e o stress causa importantes problemas de saúde como alopecia, diabetes, pancreatite, lipidose hepática, entre outros. Todos bem graves, e de difícil tratamento, diga-se de passagem.

  2. Caso seu gato seja mais jovem e tenha uma personalidade assim, espetacular como a minha, em vez de se acomodar numa rotina entediante e perigosa para a sua saúde, ele pode decidir resolver o problema por conta própria, e aí meu amigo, diga adeus ao seu sofá, à sua cortina, ao box da sua cama, àquela almofada que era da sua avó. Não tô rindo, Miriam, é apenas um espasmo involuntário. Acontece que escalar, atacar coisas macias, inventar esconderijos, derrubar o enfeite que você trouxe daquela viagem inesquecível e promover correrias às seis da manhã são formas alternativas de gastar energia quando você resolve tratar seu felino como se ele fosse um bicho de pelúcia.


A essa altura você aí do outro lado da tela deve estar pensando que te enganaram quando disseram que ter um gato dá menos trabalho do que ter um cão. Bom, não vou entrar nesse mérito, melhor evitar traumas desnecessários, né Miriam?, mas a verdade é que todo o bichinho fofo que você assume como parte da família traz junto várias responsabilidades, então, dito isso e agora que você já entendeu o que a falta de brincadeiras pode causar para seu gato, vamos à parte divertida!


Foto Rafael Dranoff


Como brincar com meu gato


Finalmente, hein Miram! Um texto que eu vou amar ditar. Anota aí: Pra começar, TODO o gato brinca! Até os mais velhos em algum momento de sua rotina vão precisar se exercitar e se estimular, mesmo que seja entrando e saindo de uma simples caixa de papelão que, aliás, nós felinos amamos. Caixas de qualquer tamanho. Caixas são a Disney! Mas é importante lembrar também que todo o brinquedo, mesmo aquele carésimo que você trouxe de Nova York, tem prazo de validade - ou seja, a gente se interessa por um tempo, mas depois eles perdem a graça e devem ser substituídos. Exigimos novidades!


Com isso bem esclarecido, é hora de brincar! Você pode comprar aqueles brinquedinhos muito chiquérrimos, iguais aos que tem aqui no hotel exclusivo para gatos Ayla Flat, bem coloridos e cheios de barulhinhos e fru frus. Existe uma constelação enorme de tudo o que é tipo e modelo pra vender por aí. Mas, se você é um humano adepto da reciclagem para salvar o planeta e economizar, saiba que as alternativas de brinquedos caseiros não têm fim. Com tiras de papelão, fios de barbante, tampas plásticas e outras bugigangas que você jogaria fora, é possível fazer brinquedos que seu bichano vai amar. Basta ter imaginação!


Hummm... entendi, Miriam. Tem um povo aí que é fraco de criatividade, né? Mas nem tudo está perdido quando se pode contar com uma gata estupenda pra te ajudar, que no caso, sou eu, Ayla! Não que eu tenha alguma obrigação, mas como nunca me dedico a fazer nada que não fique perfeito, aí vão de brinde três links de vídeos que ensinam vários brinquedinhos caseiros e de fácil execução para seu bichano. É óbvio que na internet existem muito mais vídeos sobre isso, mas aí, né? Cabe a você deixar a preguicinha de lado e colocar os dedinhos para procurar no google: “Brinquedos caseiros gatos”.


2 Brinquedos caseiros para Gatos - Quatro Patas Mão na Massa! - YouTube


GATORIAL | 3 brinquedos improvisados para o seu gato! - YouTube


Como fazer brinquedo para gato - FEITO DE PAPELÃO!!! - YouTube




Evitando perigos e garantindo a diversão


Ah! Você leu até aqui só pensando nas estupendas dicas preciosas da Ayla, né? Pois, voilà! Aí vão elas. Vou ditar bem devagar pra Miriam acertar a digitação de primeira. (sim, temos problemas aqui!).

  1. Faça um revezamento de brinquedos: Eu já comentei ali em cima que enjoamos rápido, né? Nosso interesse é movido por novidades então, a primeira dica importante é dividir os brinquedos em dois ou três grupos, dependendo da quantidade. Sempre que notar que estamos brincando menos, recolha os que estiverem espalhados e distribua outros pela casa.

  2. Muito cuidado com pequenos objetos que podem nos parecerem muito divertidos mas são perigosos, como tampas de canetas, rabicós de cabelo, missangas, lacre de embalagem de pão, etc. Podemos acabar engolindo uma dessas coisas, e aí, a próxima parada será a sala cirúrgica da clínica veterinária.

  3. Se você notar que os brinquedos estão sumindo, sugiro arrastar a estante, olhar embaixo da cama e outros lugares aos quais não conseguimos ter acesso. Os brinquedos costumam “fugir” pra esses lugares.

  4. Existe no mercado (Ai Miriam!! Eu não via a hora de poder falar nisso!!!) um produto chamado CatNip. Também é conhecido como “erva do gato” e a gente fica doidão. Pronto! Falei. Calma, não é uma droga alucinógena e viciante, mas os felinos piram com o cheiro! Você pode colocar pitadas beeeeemmmmm pequenas em algum brinquedo – não todos – pra estimular nosso interesse. Mas não exagere, porque alguns gatos ficam excitados demais e podem até vomitar.

  5. Se você achar o CatNip forte demais, experimente uma pitadinha de hortelã, poejo ou orégano. Costuma dar o mesmo efeito e com o que sobrar, você tempera a pizza ou faz um chá.

  6. Cuidado com aqueles brinquedos que você compra cheios de penas, fiozinhos e guizos. Certifique-se sempre que nada disso possa ser arrancado do brinquedo e engolido, ok?

  7. Pra terminar, independente dos brinquedos que você comprar ou fizer, tenha sempre uma varinha com algo leve na ponta (retalhos de tecido, por exemplo). Costuma ser a melhor forma de nos divertirmos interagindo com nossos tutores e socializando com outros gatos. Permite que a gente corra bastante para gastar energia e até ajuda no controle de peso. Eu super adoro!


Aliás, Miriam, pega lá minha varinha e aproveita que estou num dia paz e amor e chama Caetana, Bennu, Bentinho e cia pra brincar. E daí que tens outras coisas pra fazer? Afinal, quem manda neste flat?


Miau pra vocês.


Foto Rafael Dranoff

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