É bom ter mais de um gato na família?


Momento revelação


Pensei muito nessas últimas semanas enquanto observava os outros felinos da casa brincando de madrugada ou dividindo as caminhas durante o dia e resolvi que preciso abordar um tema delicado com vocês. É hora de falar sobre ter mais de um gato na família.


Terei que abrir o jogo aqui em nome de um melhor conhecimento humano sobre felinos, mas, antes de mais nada, preciso deixar claro que estou correndo sério risco de represálias graves por desmistificar um dos tabus do qual nós, gatos, temos o maior orgulho.


Me diga, só pra mim, você conhece algum humano que ficaria muito feliz em ter que dividir seu reino, sua propriedade, sua casa ou até seu carro com algum desconhecido? Pois então! Porque os felinos teriam que ser diferentes? O segredo é que, embora a gente esperneie no início, faça fuuu e encene uns dramas dignos do Oscar, depois de um tempo dividimos nosso espaço numa boa. Às vezes, rola até um amor pelo intruso. Miriam do céu, se contarem pra minha turma que eu disse isso aqui, eu nego de patas juntas!


Photo by Fuu J on Unsplash

Verdades e lendas


Bom, agora que já coloquei minha reputação em risco, vou abrir o jogo de uma vez. Toda essa história que você já deve ter ouvido por ai, que preferimos viver sozinhos, que gostamos da solidão, que ficamos super bem quando você sai de casa, isso tudo é lenda. Esquece! Com certeza foi inventado por algum gato muito rabugento que morria de medo de fazer amizades, ou por um humano preguiçoso demais para limpar duas caixas de areia.


A maneira mais fácil de eu fazer você entender como no sentimos quando chega um gato estranho em casa, é falar de você. Isso, você mesmo! Vai me dizer que quando te apresentam um colega de trabalho você faz como os abobalhados dos cachorros, vai lá se balançado todo, abraça forte e beija sem parar? Tô enganada ou você vai querer conhecer melhor o recém-chegado antes de decidir sevai mantê-lo apenas na categoria de conhecido, aquele que abana de longe sem grandes intimidades, ou se vão ser grandes amigos, de viver grudado e sair junto pra um rolê?


Pois os felinos têm um comportamento muito parecido com o de vocês, humanos, nessa questão. Precisamos de um tempo para nos conhecermos e definirmos que tipo de relacionamento vamos ter. Mas não se preocupe, somos muito mais evoluídos que vocês, portanto, é quase impossível que a gente termine se odiando ou não queira nem ver os bigodes um do outro.


Por que ter mais de um gato?


Ainda não está convencido a ter outro bichano? Poxa, isso tá ficando cansativo, mas ok, tenho todo o tempo do mundo pra escrever aqui, o que é uma mentira, não tenho tempo nem paciência, mas sou super responsável, então, vou explicar de outra forma. Pense da seguinte maneira, se pra nós, seres naturalmente superiores é muito bom termos a companhia de outro felino pra poder brincar, dormir junto, se lamber, fofocar sobre a vizinhança, etc, imagine pra você humano, tão cheio de necessidades!


Como eu hoje estou um doce de gata, vou revelar outro segredo (mas não se acostumem). Nós, gatos, somos viciantes. Aqui na família do flat eles também começaram com um só, aí foram se apaixonando, adotando... e hoje somos... quantos nós somos mesmo, Miriam? Bom, deixa quieto, não quero assustar gateiros de primeira viagem. O fato é que um bichano nunca é igual ao outro, pois cada um tem uma personalidade única e você vai curtir demais as diferentes formas de amor que temos para te oferecer. Adeus tédio, adeus casa vazia, adeus monotonia. Seus gatos vão permitir que você se divirta assistindo acorreria deles pela sala e nem vão cobrar nada, talvez apenas um sachêzinho porque, afinal, também temos nossos vícios, né? Depois, vão se sentar ronronando ao seu lado no sofá pra ver o filme que você escolher, mesmo que seja uma horrorosa história de amor com final lacrimoso. E sabe aquela culpa que você sente sempre que sai pra trabalhar ou tomar um chopp com os amigos e tem que deixar seu gato, filho único, sozinho? Quando você tem mais de um, ela desaparece! Bom, né?


Photo by Asim Z Kodappana on Unsplash

Vantagens para os gatos


Mas vamos voltar a falar sobre o que realmente interessa, ou seja, porque é bom para os gatos que eles convivam com outros felinos (você humano fica com os benefícios paralelos).


  1. Pra começar, precisamos socializar. Nenhum gato é uma ilha, sei lá, Miriam, acho que já ouvi isso em algum lugar... e com mais de um gato em casa, você garante que eles sempre terão companhia, mesmo quando você se ausenta, ou quando está lavando a louça, tomando banho, arrumando a casa, recebendo visitas, namorando... porque afinal, vocês humanos são sempre ocupados demais.

  2. Socializando, a gente não vai só dormir de conchinha um com o outro, a gente também vai gastar energia brincando e correndo e, verdade seja dita, você vai me agradecer por isso, pois quando nós nos ocupamos com nossos parceiros, esquecemos de escalar cortinas, destruir almofadas, arranhar sofás e otras cositas más (yes, eu falo várias línguas).

  3. Quer mais um motivo? Nossa higiene fica muito facilitada! Você pensa que é fácil alcançar ali em cima do rabo, ou bem na curva da nuca quando vamos nos limpar? Quando dois bigodinhos convivem, um ajuda o outro na hora do banho.

  4. Tem ainda um outro motivo. Gatos que tem companhia de outros gatos têm a imunidade mais alta e tendem a não desenvolver comportamentos problemáticos tipo: miar demais quando se sente sozinho; ter surtos de correria pela casa subindo no que encontra pela frente e derrubando tudo, na tentativa de gastar energia; arranhar portas ou mesmo suas lindas pernas para ganhar carinho ou atenção; desenvolver o vício da lambedura sempre no mesmo local do corpo, por tédio, que pode levar a uma falta permanente de pelos.


Antes de aumentar a família

Photo by Justin Sinclair on Unsplash

Uma coisa mega importante é você se certificar de que o novo integrante do clã está saudável. Então, embora eu tenha arrepios só de pensar nesse lugar pavoroso,pronto, Miriam! Agora cometerei traição imperdoável à espécie, recomendo que você o leve no... bom... você sabe onde, pra ele ser examinado, tomar vermífugo, vacinas, essas torturas todas. Se você estiver adotando, peça ao protetor o certificado das vacinas e exame de FIV e FELV ou providencie você mesmo.




E atenção para o alerta da Ayla. Não se esqueça que tendo mais um gato, você será responsável por outra vidinha, então é importante lembrar que terá um gasto um pouco maior com ração, sachê, areia e nas idas periódicas àquele lugar pavoroso com cheiro de remédio pra tomarmos vermífugo e vacinas. Mas acredite, o que você gasta a mais com outro bigodinho, economiza na terapia!


O que esperar quando a família aumenta?


Muito bem! Agora que você não precisa de convencimentos e já fez as contas necessárias (quem quer gastar com roupa nova quando pode ter outro gato?) eu, que leio pensamentos, sei que você está aí se perguntando, aaahhhh mas como vou adaptar meu gato com outro desconhecido, vai ser muito difícil. Antes de mais nada, foca no positivo! Nada de óh, vida, óh, céus, não vai dar certo. Não seja um humano derrotista, por favor! Lembre-se do que eu disse antes: no fundo, todo o felino quer companhia, e sua postura na adaptação dos dois é mega importante. Mas, por Bastet Majestosa, suspenda o papo de olha teu irmãozinho fulano, você vai ganhar um maninho. Aí você já tá forçando demais.


Tente agir como gente adulta, ok? Ajuste suas expectativas para o nível médio. Tirando aqueles gatos que não estão nem aí para a tradição, todo o gato proprietário supremo de um humano, sua casa e seus móveis, vai reagir com bufadas e rosnados quando for apresentado a um felino estranho. Se você quer que eu traduza, o discurso é sempre o mesmo, sai pra lá, ôh pulguento! Isso aqui é tudo meu e não tô a fim de dividir.Outros ainda podem querer se esconder, fazer uns dias de greve de fome ou divertir-se sadicamente perseguindo o desconhecido. Mas, como eu já falei aqui, toda essa rabugice passa conforme os dois forem se conhecendo melhor e há truques para minimizar tudo isso.


Tudo se resume em....


A palavra-chave em adaptações de novos bigodinhos é paciência. Paciência humana, óbvio, porque não preciso explicar que esse termo não faz parte do vocabulário felino, né? Onde já se viu, nós, gatos, termos que ser pacientes! Bom, o que você vai fazer é seguir umas diquinhas básicas que a incrível dona do Ayla Flat vai te passar, no caso sou eu, Miriam, não você! E junto com as dicas, entenda que não somos uma fórmula matemática. Cada gato tem seu tempo e no fundo, tudo o que precisamos é estabelecer uma hierarquia com o recém-chegado. Um manda, o outro obedece. Quando isso é definido (e, surpresa! Nem sempre o gato mais velho ou mais antigo na casa será o dominante, basta olhar pra mim pra saber disso), tudo se resolve e bye, bye vida solitária.

Tá, eu sei que você está louco pra conhecer as dicas fabulosas que eu tenho sobre adaptação de um novo gato na casa, mas quer saber? Ah, cansei! Já passei conhecimento demais hoje, meu estômago tá roncando e ainda tenho que dar uma geral no flat antes de cair de boca na ração super premium que a humana me oferece. Vou fazer igual novela, aguardem o próximo capítulo!


Miau pra vocês.

Agora vou procurar um maninho aqui pra reafirmar quem manda no pedaço.


Humanos, meus dois irmãos e eu, 2019

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