É preciso estar atenta a tudo


Descobrindo um deslize imperdoável


É um absurdo!


A última postagem aqui foi no ano passado! Impressionante como não se pode deixar nada a cargo dos humanos sem fiscalizar o tempo todo. É como dizem, o olhar do dono é que engorda a boiada. Embora, no meu caso, eu preferia que fossem atuns.


Eu bem que tentei avisar quando resolveram transformar minha casa, minha própria casa, em um hotel para gatos sem nem me perguntar o que eu achava. Olha aqui, é o meu nome, minha imagem que está em jogo, heim? Não quero nada menos que perfeito.


Ainda não me apresentei


Pra quem não me conhece, sou a Ayla, uma ma-ra-vi-lho-sa gata preta, sim! Pretinha, e não quero saber de preconceitos por aqui! Bom, na verdade, antes de sair dos braços de São Chiquinho pra vir aqui pra este planeta, eu fiz uma traquinagem e molhei a pontinha do rabo numa lata de tinta branca que o Francisco tinha por lá. Meu retoque final. Fiquei um charme! Em turco, meu nome significa “luz da lua”. Muito lindo e pouco prático! Prefiro a versão que traduz como “carvalho”. Aí sim! Forte, vigoroso, imponente, com um propósito neste mundo. Tenho quatro anos e sou a dona do sofá, da cama, dos cantos ensolarados, do flat, dos humanos, dos outros gatos da família, enfim, de tudo por aqui.


Fui adotada pelos meus humanos de estimação em 2017. Eles tinham escolhido a minha irmã, mas usei o golpe da coitadinha que vai ficar sem família e, claro, me dei super bem! Adotaram nós duas. Eu tinha só uns quatro meses quando cheguei aqui, mas logo no primeiro dia tive que enquadrar os dois gatos que já moravam na casa. Estão vendo esse meu rabo bem pretinho com a ponta branca? Pois a partir de agora quando ele aparecer vocês se curvam, entendido?



Minha irmã Bennu e eu, 2018

Como virei empreendedora


Até uns três anos atrás, meus dias costumavam ser bem tranquilos, como todo o gato merece, muita paparicação e preocupações zero. Então, numa noite em que eu estava supervisionando o jantar dos meus humanos, ouvi um papo maluco sobre abrir uma hospedagem para gatos. Levantei o pescoço, preocupada, e ajustei as orelhas pra escutar direito. Foi quando veio a frase que mudou minha vida:


- E se a gente chamasse de Ayla Flat?


Ayla? Peraí, que história é essa? Ayla sou eu.


- Já perguntaram pra gata o que ela acha?


Justamente! Ninguém me perguntou nada e minha resposta é não, definitivamente, não! Não tenho tempo para cuidar de felinos alheios. Agora eu pergunto: alguém me ouviu? Não, claro que não, né? Lá foi a humana da casa toda animada colocar a ideia em prática e minha vida virou de cabeça pra baixo.


Minha humana e eu, 2019

O peso da responsabilidade


Alguém aí tem noção do que é dar o próprio nome a um empreendimento tão importante? Olha o tamanho da responsabilidade que é hospedar outros gatos. Nós somos rigorosos quando o assunto é nosso bem-estar. Precisamos de um espaço adequado, boa comida, carinho, somos superexigentes com a higiene, temos que brincar, queremos máximo conforto, sem falar que tudo tem que ser lindo. Nós gatos não aceitamos nada mais ou menos.


Pra dar conta de tudo isso, bye, bye vida boa! Não tenho mais fins de semana nem feriados. É o dia todo correndo pra cima e pra baixo. Os humanos aqui do flat até que são bem obedientes, mas eu, obviamente, não dou mole, né? Já deixei bem claro, a patroa aqui sou eu, e fiscalizo tudinho, nos detalhes! Quero ver se está tudo em ordem, tudo super bonito e limpo, se estão todos satisfeitos e bem cuidados. Até a chegada dos hóspedes eu tenho que supervisionar. Vou lá, dou uma espiada pra dentro da caixa, faço um Fuuu preventivo exigindo bom comportamento e me esfrego bastante no tutor do recém-chegado pra ganhar carinho porque, afinal, ninguém é de ferro, né?



Visita técnica para o lançamento do Flat Maggie, 2020



Assumindo o Blog


Aí, como se eu não tivesse trabalho suficiente, hoje escuto a humana dizer que era uma pena o blog do Ayla estar parado. Como é que é, Miriam? E você me diz isso assim, bem no meio da minha sesta?! Não dormi mais e passei o resto da tarde infernizando a vida dela até que abriu o blog e eu dei uma olhada. Abandono total! Um erro inadmissível.


Pior que não posso nem demitir ninguém, porque senão, quem vai servir minha ração super premium e limpar minha caixa de areia? Então, como é mesmo que vocês humanos dizem? Se quer fazer algo bem-feito, faça você mesmo.


Como se eu já não tivesse que comer, dormir, pegar sol, me lamber, bater nos outros gatos da casa, dormir mais um pouco e fiscalizar o hotel inteirinho, a partir de agora estou assumindo este blog. Quero ver o humano que vai me impedir!


Pode anotar aí na sua agenda, a cada quinze dias, vou escrever sobre um assunto novo aqui. Quer dizer, eu não, né, porque nós gatos não nos dignamos a qualquer trabalho braçal. Eu dito, a humana digita.


Miau pra vocês.


Agora vou dormir um pouco.


Minha primeira sessão profissional, 2019

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